domingo, 3 de novembro de 2013

Não sei lidar com: calor

Olha, que o Brasil é lindo e abençoado por Deus, é sim, mas vamos combinar que andam exagerando na tropicalidade. Dia desses eu andava pela rua quando senti um ventinho agradável, parecido com aquela baforada de ar quente que a gente recebe na cara quando vai tirar o pão-de-queijo do forno. É, amigs, a vida não anda fácil, principalmente pra quem tem que ir pra faculdade de tarde. 
Não consigo entender aquelas pessoas que amam o calor e detestam o frio. Não vou entrar na questão das roupas, porque pra mim o que é importante é a comida. Eu amo comer! Amo cafeterias, amo comida quentinha, com chocolate e tal, mas, no calor, simplesmente não dá pra comer. Só quero comer coisa fresca e eu não gosto de nada fresco além de gelatina (que não deixa de ser extremamente gostosa no frio). Não sei lidar com minha gula quando tá calor. Não tem o que comer, mas eu fico agoniada e quero comer o dia inteiro. É simplesmente torturante.

(obviamente não uso essa hashtag cotidianamente).

Outra coisa que adoro é sensação pós-banho, mas quando tá quente ela desaparece. Eu saio do box (depois de um banho gelado), vou me enxugar e de repente já sinto aquela película de suor se formando. Saio do banheiro e já tô morta de calor e vontade de outro banho. 
Ir pra faculdade é um martírio. O campus parece até cheirar a calor. E nesse semestre me colocaram em um bloco tão tão distante que tenho que andar mil metros pra comer (e até o bebedouro é longe). E o calor deixa a gente meio mole, né? Eu fico meio lerda pra fazer as coisas, pra estudar e tudo que quero é dormir.
Mas até dormir é difícil. Meu Deus!! Como eles dormem nesses lugares que a temperatura é sempre por volta dos 30º? O travesseiro e o lençol esquentam e eu quero me movimentar porque tá tudo tão quente tão infernal e vou terminar essa frase sem nenhuma pontuação que é pra vocês verem a agonia que eu sinto e nossa como é difícil oh meu deus.
E ainda tenho a bendita da rinite. Meu nariz começa a sangrar. Tô lá conversando com os amigos, flertando com o boy magia e do nada meu nariz sangra. E. Não. Para.
Mas é claro que o calor tem algo de bom, acho que nada é mais gostoso do que um suquinho de laranja bem gelado quando o termômetro tá acima dos 25º. E a gente também pode ficar com o cabelo molhado sem passar frio e, sinceramente, tem coisa mais transcendente do que uma piscina em dia de sol?


domingo, 28 de julho de 2013

Não sei lidar com: finais de livro.

Terminei de ler "A Culpa É Das Estrelas" abraçando o livro e chorando. Sou do clube dos que leem desesperadamente, sem parar, ansiosos por saber o final, mas, na verdade, nunca querem o fim do livro. Me apego demais! Amo a história e crio um carinho enorme pelos personagens (pensa meu sofrimento lendo Game of Thrones, rsss). Quando estou lendo eu passo raiva, fico feliz, choro, rio sozinha e me deixo levar pela história. 
Aí o livro vai e acaba.
Parte de mim acaba junto, meus dias ficam vazios e não sei o que fazer pra preenchê-los. Fico sem vontade de começar um livro novo porque tô na ressaca do antigo. 
E o pior é quando o livro acaba sem ter que acabar!!! Por exemplo, a saga Millenium, maravilhosa, acabou porque o autor (#volta #stieg) morreu, não porque era o final da  história. Dá até uma tristeza saber que acabou sem acabar, por mais que um volume seja quase independente do outro. 
Eu, como boa menina de 94, acompanhei Harry Potter desde os 9/10 anos e nunca sofri tanto com o final de uma série - não porque fosse triste, mas porque ficou um sentimento de vazio por saber que não haveria mais espera por um próximo livro. (J.K. pfvr bora fazer uma historinha extra sobre os filhos deles qtal)

(tipo de imagem que me dá vontade de chorar)

Só sei que já estou sofrendo antecipadamente com o final de A Leste do Éden, de Steinbeck. O livro conta a história dos personagens desde que eles eram crianças e parece que os conheço a vida toda. Um dos personagens mais incríveis da história já morreu (e eu assumo que dei uma paradinha na leitura pois fiquei de luto) e sei que quando acabar de ler vou ficar com o mesmo vazio pós-fim-de-livro.


Não sei lidar com: Luan Santana voando.



Vídeo autoexplicativo.

P.S: Melhor que isso só Claudinha voando no Rock In Rio:


quinta-feira, 25 de julho de 2013

Não sei lidar com: provas.

Não sei os outros, mas eu nunca aprendi a fazer prova. Passei o ensino fundamental e médio inteiros fingindo que sabia o que estava fazendo - "Keep calm and act like you know what you're doing." (que ano é hoje?) sempre foi meu lema. Aí é tiro e queda: primeira prova de professor eu sempre desespero e, claro, tiro uma nota baixíssima*. 
É que >nunca< sei o que o professor vai cobrar ou como ele corrige as provas. Fico tentando saber antes, mas sou uma investigadora péssima e quando acho que a prova vai ser fácil, ela é demoníaca e quando acho que vai ser difícil a prova é tão imbecil que fico achando que é pegadinha e, adivinha?, não dou conta. 
Além disso tudo nunca fui muito de estudar. Não, nunca fui uma aluna ruim, era uma das melhores da sala mas, admito, sempre fui um tanto migué. Dava uma enrolada nas respostas, estudava sempre de última hora. No meu terceiro colegial que prometi a mim mesma que ia estudar pra valer, estudei só até as férias de julho e parei. Passei no vestibular, ENEMzão, primeira chamada. Nada ruim, mas, mesmo assim, poderia ter sido melhor.
Entrar na faculdade só aumentou minha falta de disciplina. Amanhã tenho aula de manhã, deveria ter lido dois textos pra uma atividade avaliativa e, pois é, não li. Depois, de tarde, tenho uma prova sobre seis teorias e tô fazendo o que? Pois é, falando sozinha aqui.
Bom, se alguém sabe lidar com provas (e for ler isso algum dia) e quiser deixar um conselho::::::::::: fico grata.

*: Depois faço um não sei lidar com notas baixíssimas.

Escritora de Chuveiro

Comecei esse blog há muito tempo na minha cabeça. Tenho essa mania esquisita de gente que lê - narro minha vida em primeira/terceira pessoa (depende do drama) e, assim, crio um diário. Como quem sabe que blogs mentais são uma coisa estranha, resolvi que no meu aniversário de dezoito anos eu realmente teria um. Bom, faltam menos de dois meses pro dezenove e só agora resolvi fazer isso. 
Não pretendo aqui narrar minha vida, até porque quão interessante pode ser a vida de uma universitária de 19 anos? Não faço nada de grandioso, a não ser na minha cabeça. Não sou boa em apresentações e acho estranho me apresentar aqui - odeio pessoalidades. Sério. É uma das coisas que não sei lidar.
Mas, é isso. Tenho quase 19 anos, nasci regida sob virgem e tenho o ascendente em sagitário. Odeio sagitarianos, mas namoro um. Sou meio incoerente, mas acho que é porque dentro de mim têm tantas coisas e ideias que fica difícil alinhá-las. Me perco em linhas de pensamento (tá vendo?). Estudo Comunicação Social: Jornalismo, não sei se quero ser jornalista, mas sou apaixonada por comunicação. <3
Escrevo e canto no chuveiro. 

(na minha cabeça, esse post era muito melhor).